Marque essa data: 26 de outubro.
Pois este é o dia em que eu rompi com você e com todo nosso passado afetivo. De hoje em diante você, que eu tinha em um pedestal acima de todos, não passa de um reles mortal. E como deus grego que descendeu do Monte Olimpo, todos seus privilégios serão cortados. Irás padecer e viver a vida como todos os outros mortais.
Foi hoje que finalmente percebi que te colocar nesse pedestal foi um dos maiores erros que já cometi. Ao te colocar aí, te fiz inigualável – fazendo todos os meus relacionamentos sofrerem pela comparação desleal. Daí de cima você só conseguia me ver tal qual um ponto estático entre a multidão. E daí de cima, a esta distância, você jamais conseguiu ver meus passos (pequenos, como os de uma formiga) em sua direção.
Hoje eu destruí a linda construção de pedra que formava o teu pedestal – para evitar que você ou qualquer outra pessoa subisse lá novamente. Agora poderei lhe encarar sem medo, deixando de ignorar todos os defeitos que possui. E assim como fiz com os meus outros amores – todos prazerosamente comuns – eu não lhe conferirei qualquer distinção. Qualquer carinho exacerbado, qualquer elogio desmedido.
Você provavelmente nunca vai lembrar essa data – assim como não se lembrou do nosso primeiro mês de namoro quando estávamos juntos ou do meu aniversário depois que nos separamos – mas lhe garanto que irá lembrar-se de como eu era antes desse dia.
Pois hoje decidi que o verei exatamente por quem tu és: um covarde que me magoou por ser fraco e deixou escapar entre os dedos aquela que seria o grande amor de sua vida.
Pois este é o dia em que eu rompi com você e com todo nosso passado afetivo. De hoje em diante você, que eu tinha em um pedestal acima de todos, não passa de um reles mortal. E como deus grego que descendeu do Monte Olimpo, todos seus privilégios serão cortados. Irás padecer e viver a vida como todos os outros mortais.
Foi hoje que finalmente percebi que te colocar nesse pedestal foi um dos maiores erros que já cometi. Ao te colocar aí, te fiz inigualável – fazendo todos os meus relacionamentos sofrerem pela comparação desleal. Daí de cima você só conseguia me ver tal qual um ponto estático entre a multidão. E daí de cima, a esta distância, você jamais conseguiu ver meus passos (pequenos, como os de uma formiga) em sua direção.
Hoje eu destruí a linda construção de pedra que formava o teu pedestal – para evitar que você ou qualquer outra pessoa subisse lá novamente. Agora poderei lhe encarar sem medo, deixando de ignorar todos os defeitos que possui. E assim como fiz com os meus outros amores – todos prazerosamente comuns – eu não lhe conferirei qualquer distinção. Qualquer carinho exacerbado, qualquer elogio desmedido.
Você provavelmente nunca vai lembrar essa data – assim como não se lembrou do nosso primeiro mês de namoro quando estávamos juntos ou do meu aniversário depois que nos separamos – mas lhe garanto que irá lembrar-se de como eu era antes desse dia.
Pois hoje decidi que o verei exatamente por quem tu és: um covarde que me magoou por ser fraco e deixou escapar entre os dedos aquela que seria o grande amor de sua vida.







